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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Exército brasileiro investe R$ 6 milhões em segurança e guerra digital

Maior parte do investimento foi em 'simulador de guerra cibernética'.
Exército também adquiriu licença e código de antivírus.

Exército instalará antivírus brasileiro AVWare em 60 mil computadores. (Foto: Reprodução)
O Exército brasileiro concluiu duas licitações que somaram quase R$ 6 milhões em investimentos de softwares de segurança da informação. As empresas contempladas são brasileiras: a BluePex, de Campinas (SP), fornecerá licenças do antivírus nacional AVWare, enquanto a Decatron trabalhará com o exército em um “simulador de guerra cibernética”.
Segundo declarações do General Santos Guerra, do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX), as forças armadas estão buscando especificamente empresas brasileiras para incentivar o desenvolvimento de tecnologias de segurança no país.
O Exército também exigirá que as empresas compartilhem detalhes técnicos, inclusive o código fonte dos softwares, para que a estrutura do exército possa funcionar de maneira independente.
O contrato do simulador, com a Decatron, foi de R$ 5,1 milhões, enquanto 60 mil licenças do AVWare foram adquiridas por R$ 800 mil para 60 mil computadores durante dois anos. O antivírus brasileiro substituirá a solução da fabricante antivírus espanhola Panda, que em 2010 venceu o pregão fornecendo 37,5 mil licenças por R$ 292,5 mil, também por dois anos.
Até o final do ano ainda devem ser adquiridos até quatro outros sistemas de segurança, com funções para detecção de invasão e serviços de perícia.
“Vamos nos defender, mas também nos preparar para o ataque. O Exército é escudo e também espada”, afirmou Santos Guerra à imprensa.

Informações sobre falha grave no RDP podem ter vazado da Microsoft

Apenas Microsoft e HP teriam recebido o código que vazou na web.
Especialistas suspeitam de vazamento no programa MAPP, da Microsoft.

Área de Trabalho Remota
Falha na Área de Trabalho Remota é grave e pode permitir invasão.. (Foto: Reprodução)
Está disponível na internet um código supostamente de origem chinesa para explorar parcialmente a falha grave no serviço de Área de Trabalho Remota que a Microsoft corrigiu na terça-feira (13). Mas o pesquisador que descobriu a brecha afirmou que o código é uma cópia do que ele desenvolveu, o que indicaria que houve um vazamento por parte da Microsoft ou da HP, que intermediou o repasse dos detalhes técnicos.
A vulnerabilidade foi descoberta pelo pesquisador independente Luigi Auriemma. Ele entrou em contato com o programa Zero Day Initiative (ZDI), da TippingPoint, pertencente à HP, que paga especialistas por informações exclusivas sobre falhas. O ZDI entrou em contato com a Microsoft, que corrigiu a falha.
Segundo Auriemma, o código publicado, que ainda está incompleto, é o mesmo que ele enviou à ZDI e que foi encaminhado à Microsoft. Ele afirmou ao site ZDNet que fez modificações para tornar seu código único, e que aquilo que foi publicado não difere em nada do que ele criou.
O código publicado não consegue comprometer um computador com a falha, apenas travar o Windows e gerar uma “tela azul”. No entanto, a publicação de um software que deveria ser de distribuição restrita é alarmante.
Ainda de acordo com o ZDNet, um especialista anônimo teria afirmado que o vazamento ocorreu devido ao Microsoft Active Protections Program (MAPP). O MAPP é uma iniciativa da Microsoft para que fabricantes de softwares de segurança recebam com exclusividade informações sobre falhas um dia antes de elas serem corrigidas. Com isso, os softwares de segurança poderão ser atualizados no mesmo momento em que a atualização oficial for publicada.
O MAPP conta com mais de 70 empresas parceiras que recebem as informações exclusivas. Para entrar no programa, uma empresa precisa ter uma base instalada de pelo menos 10 mil usuários.

Senha fraca permite infectar baterias de Macbooks da Apple

O problema estava em um recurso destinado a desenvolvedores web.
Brecha foi divulgada publicamente, mas já foi corrigida.

O desenvolvedor web James Breckenridge divulgou em seu blog uma falha gravíssima no Google, permitindo que qualquer site fosse removido do banco de dados do site, fazendo com que os resultados do site alvo desaparecessem da lista de resultados. O Google já corrigiu a falha e, caso algum site tenha sido removido dessa maneira, eles serão reincluídos nas páginas de busca.
De acordo com Breckenridge, o problema estava em um serviço do próprio Google destinado a donos de sites que quisessem remover suas páginas dos resultados. Bastava substituir a página a ser removida – o que podia ser feito na própria barra do navegador, sem o uso de qualquer programa específico.
Falha no Google Webmaster Tools
Site removido (canto superior direito) é diferente do site

‘Oscar’ da [in]segurança já tem Sony como ‘vencedora’

Anonymous e LulzSec são os principais indicados.
Evento ocorrerá na próxima semana.

Pwnie Awards (Foto: Reprodução)
Prêmio revela grandes pesquisas e fatos da segurança com humor. (Foto: Reprodução)
Um grupo de especialistas em segurança organiza a 5ª edição da Pwnie Awards. Os principais concorrentes. em diferentes categorias, são dois grupos de “hackers ativistas”— Anonymous e LulzSecurity , e o site WikiLeaks, responsável por vazar documentos secretos de países de todo mundo, principalmente da embaixada americana.
Embora o evento não tenha ocorrido ainda, a Sony já foi declarada a “campeã” da categoria “Most Epic Fail”, ou “falha mais épica”, depois de ser atacada diversas vezes desde abril. O pior dos ataques envolveu o roubo de até 77 milhões de cadastros de usuários. Os organizadores ainda precisam decidir qual das invasões sofridas pela empresa é a mais grave e que levará o título da competição.
Os vencedores receberão uma fantasia da série de desenho animado da Hasbro “My Little Pony”, pintada de dourado. A divulgação acontecerá em uma cerimônia a ser realizada na conferência de hackers Black Hat no dia 3 de agosto, em Las Vegas, Estados Unidos.
Outras categorias da competição vão nomear as pesquisas mais interessantes na área de segurança, as falhas mais interessantes e também a melhor música com o tema de segurança. Segundo Dino Dai Zovi, um dos organizadores e juízes do evento, embora o Pwnie Awards possa ter conotação humorística, o prêmio representa uma séria tentativa de reconhecer pessoas e eventos de maior repercussão na comunidade hacker.
O “Oscar” já conta com uma lista de candidatos, que pode ser conferida diretamente no site do evento. Na categoria de “invasão mais épica” estão ataques realizados pelo Anonymous, o vazamento de dados das embaixadas Americanas pelo Wikileaks” e o vírus Stuxnet, que atacou e atrasou o programa nuclear iraniano.
O nome da competição é uma alusão a pôneis – tidos como símbolos meigos – junto ao termo “pwned”. Pwned é uma digitação incorreta de owned (o p fica ao lado do o no teclado), tão frequente que é usada intencionalmente em alguns contextos para finalidade humorística. A palavra “own” em inglês significa “ser dono”; ou seja, “ownar” um alvo é invadi-lo e conseguir o controle total sobre ele.

Brecha no Skype permite roubo de contas via Facebook

Problema está no processamento do Facebook.
Skype ainda está trabalhando em uma correção.

Skype
Software introduziu falha junto com a integração ao Facebook. (Foto: Divulgação)
Uma nova versão do programa Skype foi lançada na ultima sexta-feira (29) para a plataforma Windows. Entre as novidades do programa encontra-se a integração com o Facebook, facilitando a comunicação entre os usuários. No entanto, uma vulnerabilidade que permite o roubo de contas dos usuários Skype foi encontrada no novo recurso.
Dados iniciais indicavam que apenas a versão mais nova do Skype era vulnerável; informações mais recentes indicam que a brecha existe desde a versão 5.3.
De acordo com o especialista em segurança David Vieira-Kurz, a falha encontrada no programa permite que um invasor obtenha o controle da conta do Skype da vítima. O problema está na forma que o Skype lê as mensagens do Facebook, sem processar corretamente códigos em Javascript. Um hacker poderia criar uma mensagem especial no Facebook para capturar os cookies de acesso usados pelo Skype.
O roubo pode ocorrer mesmo se o invasor não for amigo da vítima, pois o Skype também lê mensagens das FanPages (“Comunidades”), onde geralmente todos que participam têm permissão para deixar mensagens.
Os desenvolvedores do Skype já estão trabalhando em uma correção para este problema, mas ela ainda não foi lançada.

Falha no Windows Phone trava aplicativo de recebimento de SMS

Brecha trava completamente o recurso de mensagens do Windows Phone.
Vários aparelhos diferentes são afetados pelo problema.

Falha no Windows Phone trava aplicativo de recebimento de SMS
Brecha trava completamente o recurso de mensagens do Windows Phone.
Vários aparelhos diferentes são afetados pelo problema.
 
HTC Titan - um dos aparelhos testados e confirmados como vulneráveis. (Foto: Divulgação)
HTC Titan - um dos aparelhos testados e confirmados como vulneráveis. (Foto: Divulgação)
Uma falha de segurança descoberta pelo programador Khaled Salameh e revelada ao site WinRumors é capaz de travar o aplicativo responsável pelo recebimento de torpedos SMS em um Windows Phone 7.5 e também no 7.10. Basta enviar um torpedo ou uma mensagem especial pelo Facebook ou pelo Live Messenger para causar o travamento.
Depois de receber a mensagem, o WP7 trava imediatamente. Após ser reiniciado, as mensagens SMS não poderão ser mais lidas ou enviadas. A única maneira de ter o recurso de volta, no momento, é realizando uma operação de reset no aparelho.
O WinRumors afirma ter testado diversos aparelhos, entre eles o Titan da HTC e o Focus Flash da Samsung. Ambos tiveram o problema, o que significa que a falha não deve estar restrita a um aparelho específico. O site afirmou estar entrando em contato com a Microsoft para buscar uma solução.

no site:http://www.linhadefensiva.org/2011/12/falha-no-windows-phone-trava-aplicativo-de-recebimento-de-sms/ veja um video sobre a vulnerabilidade

Tag HTML pode ser usada para dar ‘tela azul’ no Windows 7

Falha poderia permitir a injeção de códigos maliciosos no kernel do sistema.
Apenas sistemas 64 bits estão vulneráveis.

Windows 7
Brecha em função interna do Windows pode ser explorada por outros aplicativos. (Foto: Divulgação)
Uma simples tag HTML pode ser usada para causar o travamento completo de sistemas Windows 7 64 bits, conforme divulgado por um usuário do Twitter. A falha, recém-descoberta, afeta apenas sistemas 64 bits, e no momento, só pode ser explorada através do navegador Safari, da Apple.
A vulnerabilidade pode permitir a um invasor injetar códigos no kernel do sistema, o que deveria ser impossível para usuários não-privilegiados executando um navegador web. Por enquanto, os códigos que exploram a falha conseguem apenas travar o sistema, porque a execução de código depende de outros fatores. O travamento que ocorre gera uma “Tela Azul da Morte“, que aparece apenas em erros em nível de kernel.
O kernel do sistema operacional, bem como os códigos que controlam hardware – os drivers – são executados de forma privilegiada no CPU do computador. No Windows 7 64 bits, apenas códigos com assinatura digital são permitidos nesse nível. Se a falha for confirmada, no entanto, seria possível injetar de forma forçada um código no kernel.
Para explorar a falha, em sua forma mais básica, é necessário apenas um iframe (tag HTML padrão e bastante utilizada) com um alto valor de altura (height). Para tentar renderizar o código, o navegador da Apple chama uma função interna do Windows chama de NtGdiDrawStream. Essa função, quando chamada com certos parâmetros, causa o travamento e, possivelmente, permitira a execução de código.
No momento, a vulnerabilidade pode ser explorada apenas utilizando o navegador Safari, mas qualquer aplicativo que pode ser controlado de alguma forma para chamar a NtGdiDrawStream de forma problemática poderia, hipoteticamente, estar vulnerável.
A Microsoft ainda não se pronunciou sobre o problema.